Os ‘Mambas’ não tiveram aquele vigor que nos habituaram quando jogam no seu terreno em provas desta envergadura. Pelo menos ontem demonstraram muitas lacunas, principalmente no meio-campo, onde faltou o ‘maestro’, e no ataque, onde esteve também ausente um ponta-de-lança de raiz do estilo de Dário Monteiro, que prende os defesas e com eles briga pela posse do esférico para abrir as alas. Jogadores com estas características estiveram muito longe de se encontrar no nosso futebol.
A refazer-se ainda das aposentações de alguns jogadores preponderantes, casos de Tico-Tico, principalmente este que durante muito tempo apaziguou o balneário depois de Chiquinho Conde, os ‘Mambas’ ainda precisam de muito trabalho, porque a jogarem assim certamente que vão atirar a toalha ao chão muito cedo.
Mart Nooij não foi muito feliz no esquema táctico que montou e muito menos nas substituições que operou, porque em nenhum momento a equipa reagiu, mesmo puxada pelo seu público. Os passes eram transviados e notava-se falta de coesão no grupo. Mas quem terá mesmo dado falta neste jogo, a avaliar pelo nível do adversário, foi o defesa esquerdo Paíto, que explora muito bem a sua ala e liberta Miro para questões ofensivas, que ontem ficou muito preso na defensiva, saindo esporadicamente para o ataque.
Este empate, atendendo que a Zâmbia recebeu e ‘esmagou’ as Comores, por 4-0, pode ser fatal para Moçambique, sobretudo quando chegar a hora de fazer as contas finais de qualificação para a fase final.
Porém, o mais importante é que Moçambique não perdeu e só precisa de encarar os próximos jogos com outra postura, aquela de uma ‘mamba’ venenosa!
Na próxima jornada, portanto, a segunda, a ter lugar no dia 3 de Outubro, os ‘Mambas’ viajam para as Comores, enquanto a vizinha Zâmbia desloca-se ao norte de África para medir forças com a Líbia com quem empatamos ontem na Machava… |