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Ontem, equipas constituídas por militares continuaram a manter contacto com as vitimas daquele e dos demais bairros que foram atingidos, por forma a ter uma dimensão exacta dos prejuízos.
José Paulo Canxixe, membro da direcção da Sociedade Moçambicana de Detergentes (MODET), afirmou que logo pela manhã os militares dirigiram-se às instalações da fábrica para remover os estilhaços e `dialogar connosco, porque estávamos à espera´.
Na ocasião, os militares prontificaram-se a colaborar para repor os prejuízos. Segundo verificámos, o tecto da fábrica é que sofreu mais danos. Trata-se de uma situação preocupante para a empresa, pois o tipo de chapas utilizadas para a cobertura já não existe no mercado local. No entanto, Canxixe disse acreditar que este caso será devidamente resolvido.
Por outro lado, alguns cidadãos cujas casas ficaram parcialmente destruídas disseram que aguardam, com preocupação, pela reposição dos prejuízos causados, ao mesmo tempo que se manifestam inseguros depois do medo criado pelas explosões.
Enquanto isso, José Zefanias Chongo e Albertina Cavilam Banguine continuam a receber tratamento médico e medicamentoso depois de terem sido feridos pelos estilhaços espalhados no momento das explosões. O Ministério da Defesa Nacional, segundo soubemos, está a prestar assistência a estes dois cidadãos civis... |