A província de Inhambane figura na informação anual ontem apresentada ao Parlamento pelo PGR, Joaquim Madeira, como a que registou maior incidência criminal no ano passado, com um total de 2325 casos de um total de 7472 arrolados em todo o país.Em termos de homicídios, segundo o relatório, foram registados naquele ponto do país 209 casos, de um total de 1070 havidos em todo o território nacional. De acordo com os mesmos dados, foi naquela província onde houve maior volume de tráfico e consumo de estupefacientes, de furtos e roubo e de posse ilegal de armas.
Com efeito, a análise de alguns tipos legais de crime revela que foram registados naquele ponto do país 681 casos de furtos, contra 231 de roubo e 33 de posse ilegal de armas. Foi igualmente na província de Inhambane onde foi registado maior índice de ofensas corporais, ou seja, de um total de 2023 em todo o país, 904 foram reportados naquele território.
Quanto ao desvio de fundos, a cidade de Maputo e a província de Gaza figuram em primeiro lugar, com 13 casos cada, de um somatório de 77. Foram desviados na província de Maputo cinco biliões, 583 milhões e 900 mil meticais, enquanto que na cidade de Maputo foram desviados 78 milhões e 250 mil meticais e 16.049,54 dólares, em seis processos. A província de Gaza registou três processos de desvio de fundos, na ordem dos 835 milhões e 287 mil meticais e 144.103 dólares.
Entre outros dados, o PGR falou da situação geral da legalidade no país no ano passado. Defendeu, por exemplo, que a actividade de investigação que deve ser levada a cabo pela PIC é inseparável e indispensável da actividade de instrução preparatória desenvolvida pelo Ministério Público, ou sob sua direcção.
Assim sendo, a PGR advoga que a PIC deve marchar ao mesmo ritmo que o Ministério Público, em termos de linha de orientação, prioridades e objectivos em cada momento e em cada processo-crime em curso, comungar do mesmo pensamento quanto ás estratégias de combate a diversas manifestações de crimes. Os agentes daquela Polícia deveriam ser rigorosamente seleccionados, preparados, inspeccionados regularmente, apetrechados e ainda motivados contra o crime, a corrupção e a apatia... |