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Onde o seu impacto, em termos de morbilidade e mortalidade materno-infantil, influi no fraco desempenho económico dos países da região, situação aliada à fragmentação e fragilidade predominantes nos sistemas de saúde, assim como à disponibilidade e deficiente gestão de recursos humanos, financeiros e tecnológicos.
A afirmação foi feita ontem, em Maputo, pelo Presidente da República, Armando Guebuza, na abertura da 55ª sessão do Comité Regional Africano da Organização Mundial da Saúde (OMS), um encontro cuja agenda coloca em destaque, por um lado, a importância da luta contra as doenças transmissíveis que ainda flagelam os países da região e, por outro lado, dá enfoque à melhoria dos níveis de saúde da população.
De acordo com o Chefe do Estado moçambicano, a magnitude dos problemas enfrentados pelos países da região ultrapassa, de longe, a sua capacidade de enfrentá-los e respondê-los apenas com os seus próprios recursos, apontando que os países desenvolvidos têm as suas responsabilidades no incremento da ajuda oficial ao desenvolvimento dos países pobres.
Apesar das políticas nacionais de saúde na região africana reconhecerem a saúde como um direito de cada cidadão e procuram garantir o acesso universal aos cuidados de saúde essenciais, os seus sistemas enfrentam problemas de desempenho, principalmente relacionados com a disponibilidade e gestão de recursos humanos, financeiros e tecnológicos.
Neste aspecto, o director regional da OMS, Dr. Luís Gomes Sambo, exortou os ministros de Saúde dos países-membros, a reforçarem a sua liderança no contexto das reformas macro-económicas nos países e a tirar mais proveito dos mecanismos de integração económica regional e das tendências mais animadoras da ajuda pública ao desenvolvimento... |