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No âmbito do mesmo plano de desenvolvimento, o grupo sul-africano Grindrod, proprietário do terminal, está a negociar com a companhia ferroviária sul-africana Transnet a fim de obter garantias de que disporá do número de vagões suficiente para proceder ao escoamento do carvão e de magnetite.
Nas actuais condições e de acordo com dados divulgados pela Maputo Corridor Logistics Initiative (MCLI), o terminal de carvão da Matola recebe navios com capacidade até 45 mil toneladas, devendo o projecto de desenvolvimento em curso permitir que atraquem no cais de minérios da Matola navios com capacidade até 250 mil toneladas.
Para permitir a entrada de navios com esta capacidade o porto deverá ser dragado até uma profundidade de onze metros, operação que, de acordo com a Grindrod, deverá ficar concluída até finais de Setembro próximo.
Os investimentos que culminaram com a duplicação da capacidade do terminal de carvão da Matola correspondem à primeira e segunda fases do projecto de desenvolvimento daquela infra-estrutura, ficando, para a terceira fase, a ser concluída até Agosto próximo, a componente que levará o porto a uma capacidade de processamento de seis milhões de toneladas de carga por ano.
A Grindrod iniciou, entretanto, um estudo de viabilidade económica para aferir o potencial do mercado relativamente ao projecto de aumentar a capacidade daquele terminal para 10 milhões de toneladas por ano, que deverá ficar pronto ainda este primeiro semestre. |