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Censo militar : Cobranças ilícitas afugentam mancebos
2010/02/08

O processo de recenseamento de jovens para o Serviço Militar na província de Nampula, pode não atingir os objectivos preconizados devido a cobranças ilícitas, pelos secretários de bairros, para a passagem das declarações de residência, documento essencial para o acto de inscrição.

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De acordo com `Notícias´, segundo revelou o delegado do Centro de Mobilização e Recrutamento, Carlos Lamina, um caso de cobranças ilícitas dos jovens em idade militar foi detectado há dias no bairro central da cidade de Nampula envolvendo o respectivo secretário, o qual exigia para aquele efeito vinte meticais.

Carlos Lamina, agastado com o facto, classificou a atitude do secretário do bairro como sendo `irresponsável quanto corrupta´, indicando que a mesma viola de forma grosseira a lei atinente ao recenseamento para o cumprimento do Serviço Militar. O mesmo apelou para a mudança rápida de atitude.

Adiante referiu que o seu sector vai desenvolver esforços junto das estruturas locais a nível da província no sentido de as sensibilizar sobre a necessidade de tornar célere o processo, que passa pela desburocratização, mas, e sobretudo, pela eliminação de vestígios de actos de corrupção.

Inicialmente a província de Nampula foi atribuída a meta de 14 mil mancebos para inscrever no quadro do processo em curso. Contudo, porque a província vem superando as metas em razão do seu alto nível de organização, o Ministério da Defesa Nacional elevou para 15 mil a sua meta, uma medida tomada poucos dias após o arranque do processo, a 4 de Janeiro.

Carlos Lamina destacou que desde aquela data um universo de 2142 mancebos, dos quais 244 raparigas, foi inscrito em diferentes pontos da província, onde o sector que dirige vai fazer escalar as suas brigadas móveis junto dos estabelecimentos escolares, centros-internatos e de formação de professores para o recenseamento dos jovens em idade militar.

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