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A destruição, que se realiza numa área julgada segura, no interior do paiol, realiza-se, diariamente, entre as 11.00 e 14.00 horas. Nesse sentido, os moradores de Mahlazine, `Matendene´, Zimpeto, `CMC´ e Mahotas estão, paulatinamente, aprendendo a conviver com os estrondos gerados pela detonação dos engenhos militares, mas ainda mostram-se assustados com as explosões.
Recorde-se que num incidente registado em Março de 2007, morreram mais de 100 pessoas, cerca de outras 500 ficaram feridas, para além da destruição de inúmeras infra-estruturas sociais.
Rosa Fernando, residente no quarteirão do Zimpeto, disse ao `Notícias´ que no início, o fenómeno era lhe assustador, mas com o tempo está se a acostumar em, diariamente, ouvir estrondos idênticos aos de Março do ano passado.
A fonte acrescentou que ela e os restantes membros da zona não receberam nenhum aviso sobre as explosões, tanto que em meados de Janeiro, altura em que começaram a ouvir os estrondos, todos questionaram-se sobre a sua origem.
Celina Valente, outra residente do Zimpeto, mostrou-se assustada pelas explosões, sublinhando que receia voltar a assistir algo semelhante ao registado no ano passado, cujas feridas permanecem activas em muitos cidadãos de Maputo e Matola.
Entretanto, o porta-voz do Ministério da Defesa Nacional (MDN), Joaquim Mataruca, explicou que, na verdade, se está a destruir os dispositivos responsáveis pela detonação dos obuses, designados espoletas.
`Trata-se de material muito sensível aos movimentos, pelo que notamos ser muito arriscado transportá-lo para Moamba, onde destruímos os engenhos obsoletos´, disse Mataruca, acrescentando que `a melhor opção foi fazer as detonações numa área segura dentro do próprio paiol de Mahlazine´.
Joaquim Maturuca que foi abordado ontem, garantiu que o processo de destruição de espoletas decorre sob fortes medidas de segurança, pelo que não há razão de alarme no seio da população.
Segundo o porta-voz do Ministério da Defesa, o processo arrancou a 17 de Janeiro e o seu término está marcado para o próximo dia 5 de Março.
Escusando-se a precisar o volume do material em destruição, Joaquim Mataruca apenas disse que `são grandes quantidades de espoletas que foram sendo armazenadas nos últimos anos´. |