| Os moradores do bairro de Mahlazine, na cidade de Maputo, cujas casas ficaram destruídas em consequência das explosões do paiol, manifestaram a vontade de voltar a ter, o mais rápido possível as suas residências por forma a ter, novamente, uma habitação condigna. |
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Esta situação deve-se ao facto de ainda estarem em curso as obras de reabilitação e construção das casas que ficaram parcial ou completamente destruídas como resultado daquele incidente.
Naquele bairro, o processo de reconstrução está a ser levado a cabo por diversas empresas cujas obras foram adjudicadas pelo Gabinete de Apoio à Reconstrução (GAR), e os trabalhos prosseguem a um ritmo que agrada uma parte dos afectados e outra não.
Por um lado, as obras agradam as vítimas por terem já as suas residênciaas quase que prontas a serem entregues e, por outro, pelo facto de algumas casas estarem da maneira como ficaram aquando das explosões do paiol.
Silvano Chemane, residente do quarteirão1 daquele bairro, onde, também, esta instalado o paiol, disse que o processo estava a decorrer no ritmo desejado porque já foram repostos os vidros, as portas e reabilitado o tecto que ficou destruído quando um obus caiu na sua casa.
Outra vítima que, igualmente, mostrou-se satisfeita com o curso dos trabalhos de reconstrução é Laura Chiluvane que teve a sua casa completamente destruída.
`Agora sinto-me bem porque estou a ver a minha casa ser erguida novamente. Depois das explosões não acreditei que seria possível conseguir ter minha casa uma vez não ser a primeira vez que um acidente do género se regista´, disse Chiluvane.
Por outro lado, o representante das vítimas das explosões do paiol de Mahlazine, Agostinho Baule, disse que o processo não está a ser satisfatório para todos os afectados, mas adiantou que o dilema não significa, necessariamente, falta de solução. Acrescentou que este atraso deve-se, também, à falta de seriedade de algumas empresas contratadas para levarem a cabo este trabalho.
Baule referiu que esforços junto do GAR têm sido feitos no sentido de se prestar mais atenção às construtoras que não estão a cumprir com o estipulado no processo de adjudicação das obras.
Contudo, ele disse ser preciso dar tempo ao GAR para implementar as suas normas de trabalho, bem como de adjudicação das obras, para fazer valer a sua autoridade. |