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Segundo a publicação, uma ordem de serviço emitida em 06 de Agosto pelo gerente municipal de Tshwane, Kiba Kekana, proíbe os serviços de compras do município de adquirem produtos de valor inferior a 30 mil randes a firmas que pertençam a empresários brancos.
Fontes do município, que é controlado pelo Congresso Nacional Africano (ANC), confirmaram a existência da ordem de serviço e, segundo uma fonte do departamento de compras que pediu para não ser identificada, nas últimas semanas a Câmara tem mesmo pago mais pelos produtos adquiridos a empresas detidas por africanos para respeitar as ordens.
Num dos fornecimentos citados pela fonte do `Beeld´, o município gastou mais 6.000 randes numa aquisição feita a uma empresa que obedece às especificações superiores do que teria de pagar se comprasse a um dos fornecedores tradicionais. A alegada marginalização dos brancos é feita, ao que tudo indica, com base na legislação conhecida por Black Economic Empowerment (BEE), que tem por objectivo reequilibrar a economia através DE mecanismos legais que beneficiem os empresários e profissionais de raça negra que foram descriminados nos tempos do `apartheid´. Entre as medidas introduzidas pelo BEE, há a obrigatoriedade de todas as empresas a operar na África do Sul terem 25 por cento do seu capital nas mãos dos sul-africanos negros. As novas admissões nas empresas devem também privilegiar sempre os candidatos negros (ou indianos) relativamente aos candidatos brancos com idênticas qualificações académicas e profissionais, e os organismos estatais devem sempre privilegiar os fornecedores não-brancos em concursos ou compras no mercado interno.
Reagindo ao que está a acontecer na Câmara Municipal da capital, Natasha Michaels, chefe da bancada parlamentar da Aliança Democrática (AD, na oposição), disse que a legislação não foi criada para marginalizar os brancos da economia, mas para reequilibrar os pratos da balança que anteriormente pendiam sempre a favor dos brancos.
`As novas regras vão apenas criar novos desequilíbrios´, salientou Michaels. Por seu turno, a Frente da Liberdade, partido da oposição de inspiração afrikaner, acusou a Câmara Municipal de Tshwane de `racismo escandaloso´. |